A dor crônica

A dor crônica

A dor crônica, segundo o médico Drauzio Varella, atinge cerca de 1/3 da população mundial. Hoje, aqui no blog da Clinipam, vamos falar sobre o que é essa doença, como identificá-la, quais são os sintomas mais comuns e como é o tratamento, tanto o psicológico como aqueles que utilizam remédios.

O que são dores crônicas?

Antes de definir a dor crônica, deve-se diferenciá-la da dor aguda. Enquanto esta última é basicamente um alerta de que o corpo não está normal, a primeira é aquela persistente. “A dor crônica dura mais do que três meses”, segundo o reumatologista da Clinipam, Paulo Carrilho.

Quais são as dores crôncas mais comuns?

Há três tipos de dores crônicas: osteoartrite, artrite reumatóide e  fibromialgia. A osteoartriste, também conhecida como artrose, é uma doença crônica das articulações, caracterizada pela degeneração da cartilagem e do osso subcondral. A artriste reumatóide, chamada também de artrite degenarativa, é aquela que inflama as articulações. E a fibromialgia, da qual vamos tratar mais especificamente no decorrer deste texto, é uma sídrome que engloba dor, distúrbio do sono, fadiga e outros sintomas.

O que é a fibromialgia?

A doença crônica fibromialgia, como dito acima, é uma síndrome hereditária caracterizada por dores em todo o corpo.  De acordo com o reumatologista Carrilho, o paciente que a desenvolve sofre com “rigidez matinal pela manha, dor no corpo inteiro, distúrbio de sono, histeria, vontade de não fazer nada e fadiga intensa”.  Outros sintomas, como depressão e ansiedade, também são comuns aos pacientes com fibromialgia.

Qual o tratamento da fibromialgia?

O tratamento da doença crônica fibromialgia é focado na melhora da dor. O médico, na hora de iniciá-lo, vai levar em consideração o quadro geral do paciente. De forma geral, ele utilizará três tipos de remédios: drogas miorrelaxantes, drogas analgésicas e drogas que agem no sistema nervoso (SNC).  Cada pessoa precisa de um tratamento diferente. Algumas vão tomar apenas um remédio, outras terão que tomar dois e assim por diante.

Além dos remédios, outra recomendação é fazer um tratamento pscicológico. “Qualquer dor, seja aguda ou crônica, tem um componente emocional envolvido. Geralmente são fatores culturais, étnicos e ambientais que influenciam isso”, disse Julyana Andrade de Vieira, psicológa do Centro de Qualidade de Vida (CQV) da Clinpam.  Para ela, algumas pessoas com doenças crônica têm autocontrole para combatê-las, mas outras nem tanto.

Como é o tratamento psicológico da dor crônica?

A dor crônica pode ser consequência de algum episódio que marcou a vida da pessoa, como a morte de um parente muito próximo, um acidente que deixou sequelas psicológicas ou até mesmo situações corriqueiras. Por isso, segundo Julyana, é essencial analisar bem o paciente para descobrir em que fase da doença ele está. “É importante que o psicológo perceba em que momento da doença o paciente vem em busca de ajuda. Alguns chegam tão debilitados que já não têm forças para buscar o alívio para sua dor”, disse ela.

Muitos pacientes com doença crônica desenvolvem também depressão e ansiedade. Por conta disso, na hora do tratamento o médico ou terapeuta deve ficar atento aos sintomas. O blog da Clinipam falou um pouco sobre ansiedade no post “como tratar o transtorno de ansiedade generalizada”. Vale a pena dar uma conferida.

Atividade física versus doença crônica

Além do uso de remédios e do acompanhamento psicológico, “mexer o corpo” pode colaborar  com o tratamento das doenças crônicas. A educadora física do CQV, Keylly C. Pereira, diz que “atividades físicas melhoram a musculatura, o alongamento e o equilíbrio”. Alguns exercícios sugeridos por ela são os seguintes: alongamento da coluna lombar, alongamento posterior de pernas e coluna, fortalecimento lateral do tronco, fortalecimento para os dedos, fortalecimento de punho e antebraço, fortalecimento da parte interna da coxa e joelhos, alongamento para braço e exercícios de relaxamento.

Se você tem os sintomas citados acima, procure seu médico. A dor crônica não tem cura, mas o tratamento aumenta muito a qualidade de vida da pessoa.  Compartilhe!

Veja também: O que é endometriose?