A grávida pode comer e beber durante o trabalho de parto?

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De 8 a 12 horas. Este é, em média, o tempo que o trabalho de parto pode levar caso a mulher esteja dando à luz ao primeiro filho. E, apesar de a segunda ou terceira vez serem um pouco mais rápidas, o processo ainda é longo. Longo o suficiente para que as mulheres sintam cansaço, fome e sede durante o procedimento. E, neste ponto, surge uma dúvida recorrente ao longo da gravidez: é possível consumir alimentos e bebidas durante o trabalho de parto?

A resposta é sim, mas não em todos os casos. Antigamente, os médicos recomendavam o jejum completo e, durante o trabalho de parto, as mulheres recebiam apenas nutrientes como glicose e potássio por meio de soro. No entanto, esta prática impedia que as grávidas pudessem desenvolver energia suficiente para receber visitas, caminhar ou até tomar um banho, para relaxar durante o processo.

Além disso, a falta de alimentação interfere na movimentação do bebê e, inclusive, pode confundir o resultado da cardiotocografia, que é o exame que mede o desempenho e os batimentos cardíacos do feto, explica o obstetra Walter Banduk, do Hospital São Camilo (SP), em entrevista à revista Crescer, da Globo.

Todavia, em caso de cesárea eletiva (agendada previamente), ainda é recomendado que a gestante permaneça em jejum ou se alimente apenas com líquidos por 12 horas. Isso porque, como haverá uma cirurgia, a alimentação oferece riscos à aplicação da anestesia. Neste caso, ao receber o medicamento, a grávida pode ter queda de pressão, náusea e vômitos.

No parto normal, por outro lado, é possível se alimentar, mas apenas com bebidas e comidas leves e de fácil digestão. A recomendação é que as gestantes optem por alimentos ricos em carboidratos, como pães, sopas e frutas. Quanto as bebidas, água e sucos naturais são a escolha certa.

Cada médico, entretanto, possui dicas específicas sobre o assunto. E há quem prefira o jejum total. Portanto, discuta o assunto com seu obstetra.