Alimentação saudável x Obesidade infantil

Alimentação saudável x Obesidade infantil

Que a alimentação de crianças e adolescentes nem sempre é muito saudável, nós já sabemos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam obesidade infantil. Estudos feitos na área indicam os erros nos hábitos alimentares como o principal fator para o desencadeamento da doença.

Falta de atividade física e fatores genéticos também podem contribuir para o surgimento ou para agravar o ganho de peso. A criança que apresenta índice de massa corporal acima de 30 é considerada obesa e precisa de tratamento. Em estágio mais avançado, a chamada obesidade mórbida, pode prejudicar a capacidade respiratória e até mesmo propiciar aumento de colesterol e surgimento de diabetes tipo 2.

O consumo exagerado de doces e chocolates, por exemplo, tem aumentado cada vez mais. Agora, uma pesquisa comprovou que 41% dos estudantes ingerem doces, chocolates e balas pelo menos cinco vezes na semana. E, segundo especialistas, as escolas podem contribuir para desencadear a doença, já que pelo menos um terço do dia é passado nesse ambiente.

O pediatra e oncologista pediátrico do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Taufi Maluf Junior, alerta sobre a importância de mudar os hábitos alimentares e cotidianos de toda a família. “A primeira atitude a fazer diante de uma criança com obesidade mórbida é promover uma grande reestruturação da vida familiar. A base do tratamento é a reeducação alimentar”.

Os pais são um fator bem importante na busca de melhoras do quadro de obesidade. O apoio deve vir sempre em primeiro lugar. É preciso animar e incentivar a criança, ao invés de pressioná-la cada vez mais por seu excesso de peso. O incentivo aos esportes e outros exercícios é bom, mas acompanhar a criança nas práticas é ainda melhor, já que a motivação é maior.

Atividades ao ar livre podem ser as mais indicadas, já que a vergonha do próprio corpo é menor, por não estar em um ambiente fechado com outras pessoas. Com obesidade não se brinca, por isso, é muito importante consultar um médico e nutricionista, para que indiquem um plano de dieta adequado, e, em casos mais graves, a cirurgia bariátrica.