Comer muita carne faz mal

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Pesquisa do Ministério da Saúde divulgada nesta semana, mostrando que o consumo de refrigerante no Brasil caiu 20% em seis anos, deixou profissionais da saúde felizes. No entanto, o estudo apresenta outro dado, este preocupante: quase 30% da população come carne em excesso.

O problema de se comer carne em excesso é a proteína. Exagerar no consumo de alimentos ricos nessa substância pode aumentar em quatro vezes os ricos de câncer, segundo pesquisa feita pela Universidade do Sul da Califórnia. Sabe o que isso significa? Que o risco é semelhante ao dos fumantes.

O próprio Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado no final de ano passado, recomenda restrições quando ao consumo excessivo de carne: “Alimentos de origem animal são boas fontes de proteínas e da maioria das vitaminas e minerais de que necessitamos, mas não contêm fibra e podem apresentar elevada quantidade de calorias por grama e teor excessivo de gorduras não saudáveis (chamadas gorduras saturadas), características que podem favorecer o risco de obesidade, de doenças do coração e de outras doenças crônicas.”

 

Equilíbrio

Mas não pense que a carne é uma vilã, ok? Nela há gorduras saturadas, ferro e vitaminas essenciais para o corpo, que participam do metabolismo de hormônios. O negócio é comê-la de forma equilibrada.

 

Falta verde no prato

A pesquisa do Ministério da Saúde também diz que “tá” faltando salada no prato do brasileiro. Apenas um em cada quatro come a quantidade recomendada diária, que é de 400 gramas por dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em compensação, a população ama feijão. Pouco mais de 65% come a leguminosa, porcentagem que se mantém estável nos últimos anos.

 

Obesidade

Ter uma alimentação saudável deve fazer parte das prioridades do brasileiro. Isso porque 50% da população tem sobrepeso e 17% é obesa. Estar muito acima do peso, segundo organização britânica Cancer Research UK, aumenta em até 40% as chances de se desenvolver câncer e outras doenças.