Depressão pós-parto

Depressão pós-parto

A gravidez é um momento de felicidade. A família inteira espera ansiosa a chegada do novo membro da família. A melhor amiga organiza o chá de bebê, o pai só fala sobre o nascimento do filho aos amigos do trabalho, a vovó corre atrás do enxoval, feliz da vida porque ganhará um netinho, e a mãe não tira o sorriso do rosto – afinal, aquele é o momento mais feliz da vida dela.

Quando o bebê nasce, a alegria duplica. Mas, existe um sentimento que normalmente surge nas novas mamães: é a tristeza. Segundo o Dr. Frederico Navas Demétrio, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, “a tristeza pós-parto é quase fisiológica”. Ou seja: é comum logo após o nascimento da criança. Porém, quando essa tristeza dura mais que um mês, há um problema que precisa de tratamento – é a depressão pós-parto, também conhecida como psicose puerperal.

O que é a depressão pós-parto

 A depressão pós-parto ocorre por conta de uma deficiência hormonal. Durante a gravidez há altas doses de estrógeno e progesterona no sistema nervoso da mulher. Logo após o parto, porém, acontece um corte abrupto, o que, segundo os especialistas, gera a tristeza.

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Os fatores emocionais também podem gerar depressão pós-parto. Isso porque o nascimento do bebê é quase uma “morte”. Afinal, existia um ser vivo dentro da mulher por 9 meses. Era apenas seu. Fazia parte do seu corpo. E, de repente, já não é mais assim. Tem vida própria. A mulher passa a sentir que algo importante foi tirado. E realmente foi. O corte do cordão umbilical é um “choque”.

Se a mulher já teve depressão antes, ela tem mais chances de desenvolver depressão pós-parto, segundo Demétrio.

Sintomas da depressão pós-parto

Os sintomas da depressão pós-parto são os seguintes: desinteresse pelo bebê; baixa autoestima da mulher; irritabilidade causada por qualquer coisa; choro excessivo, principalmente em situações de estresse; sonolência; perda ou aumento de peso; pessimismo exacerbado; indecisão sobre tudo o que ocorre; perda de interesse no sexo; e, em alguns casos extremos, até tentativa de suicídio.

Tratamento da depressão pós-parto

O tratamento da depressão pós-parto pode ser feito em duas frentes: com o psiquiatra e com o psicólogo. No tratamento médico geralmente são usados inibidores de recaptura da serotonina e tricíclicos.  Em casos muito graves, em que a tentativa de suicídio, por exemplo, usa-se até eletrochoque.

O psiquiatra vai definir quais medicamentos devem ser tomados por conta da psicose puerperal. Há algumas ressalvas em período de amamentação. Alguns antidepressivos não são indicados, pois podem afetar o leite materno.

A psicoterapia é importante porque a tristeza pós-parto não é decorrente apenas de questões biológicas. O emocional da mulher é afetado. Por isso, é importante mesclar os dois tipos de tratamento.

Depressão pós-parto masculina

A depressão pós-parto masculina existe e afeta 10% dos pais, segundo o Brasil Escola. O motivo é puramente emocional. O papai se sente excluído da relação. Muitas vezes se considera um “mero doador”, sem função alguma após o nascimento da criança.

O tratamento, como no caso da depressão pós-parto da mãe, deve ser feito com psiquiatras e terapeutas.

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