Entenda as doenças circulatórias e saiba como preveni-las

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No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,2% (6,1 milhões) de pessoas de 18 anos ou mais de idade tiveram algum diagnóstico médico de alguma doença do coração em 2013 e 1,5% referiu diagnóstico de AVC ou derrame, representando, aproximadamente, 2,2 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade, no mesmo ano – último em que o IBGE realizou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).

AS DOENÇAS CIRCULATÓRIAS MAIS COMUNS

As doenças circulatórias podem ser divididas em três grupos: as venosas, mais conhecidas como varizes; as doenças do sistema circulatório dos vasos linfáticos, caracterizadas por inchaços em alguns membros do corpo, principalmente os inferiores, como pernas; e, por fim, as doenças circulatórias arteriais, que são dividas em dois subtipos – periféricas (formam-se placas nas paredes das artérias) e aneurismáticas (a parede arterial dilata porque é muito frágil).

A cardiopatia isquêmica e o derrame, doenças circulatórias que mais matam no mundo, fazem parte do último grupo. A cardiopatia isquêmica ocorre quando placas de sangue, colesterol, lipídeos, tecido fibroso, cálcio ou gordura, chamadas de placas de ateroma, atrapalham a irrigação do coração. Já o derrame, conhecido popularmente como Acidente Vascular Cerebral (AVC), acontece quando os vasos sanguíneos cerebrais ficam entupidos. Gordura, colesterol e o cigarro, principalmente, são os responsáveis.

OS PERIGOS DO AVC

O AVC, de acordo com a Sociedade de Cardiologia Europeia, tira a vida de uma pessoa a cada seis segundos. Segundo as previsões da entidade, os casos de AVC passarão a oito milhões em 2030. Para se prevenir do AVC, é necessário conhecer fatores pessoais de risco, como diabetes, colesterol e pressão alta.

Os médicos recomendam, também, a prática constante de exercícios físicos, uma dieta saudável, regada a alimentos integrais, e o consumo moderado de álcool. O cigarro deve ser banido completamente. A causa mais comum do AV é a aterosclerose.

COMO OCORRE A ATEROSCLEROSE

A aterosclerose é a formação de placas de gordura nas artérias. Ocorre, principalmente, por causa do tabagismo, do sedentarismo e da hereditariedade. Se a pessoa tem esse tipo específico de doença circular, ela só vai descobrir no decorrer da vida. Isso porque no início não há sintomas evidentes. A arterosclerose é considerada uma doença sistêmica. Ou seja, não é somente uma artéria que é comprometida.

Os sintomas dependem muito da localização da doença. Se o paciente, por exemplo, tem uma placa de ateroma significativa nas artérias carótidas, que irrigam a circulação cerebral, os sintomas mais comuns são zumbido no ouvido, tontura, desmaio e, dependendo da área afetada, o paciente pode ficar com dificuldade de movimentação ou até morrer.

COMO PREVENIR AS DOENÇAS CIRCULATÓRIAS

A prevenção é a melhor forma de fugir das estatísticas do IBGE. E, nesse caso especifico, a prevenção tem um nome: hábitos saudáveis. É ideal, também, fazer o controle do colesterol, da pressão arterial e do diabetes.

Além disso, é preciso acabar com o tabagismo. O cigarro tem um poder importante na agregação de gordura nas artérias porque o monóxido de carbono inalado junto com a nicotina predispõe a que essas gorduras da corrente sanguínea grudem na parede da artéria formando a placa de ateroma.

Os exercícios físicos também entram na lista de hábitos saudáveis que ajudam a prevenir as doenças do sistema circulatório. A atividade bem orientada promove o controle da hipertensão arterial, baixa o nível de glicemia, controla o colesterol e ajuda até na diminuição de vícios, como o perigoso cigarro.

DE PAIS PARA FILHOS

As doenças circulatórias são hereditárias na maioria das vezes. Elas podem ser de geração em geração ou pular alguma. Por isso, é importante analisar o histórico na família e perguntar se houve algum caso de infarto, amputação, derrame, AVC, infarto agudo do miocárdio etc.

TRATAMENTO

O tratamento varia de pessoa para pessoa. O primeiro passo é fazer uma análise do paciente. Casos leves têm tratamentos farmacológicos. Além disso, o médico estimula o paciente a largar hábitos que colaboram para o desenvolvimento da doença, como, por exemplo, o sedentarismo e o tabagismo.

Se o paciente não demonstrar melhora com isso, a cirurgia é indicada. Algumas das mais conhecidas são a revascularização, a ponte de safena, o uso de prótese e até A cirurgia endovascular.