Epidemia de câncer na América Latina?

Epidemia de câncer na América Latina?

Um estudo publicado na Revista The Lancet Oconology relevou algo assustador: se os hábitos da população não mudarem e o governo não agir, pode acontecer uma epidemia de câncer na América Latina. Segundo pesquisadores, o crescimento da região não está sendo acompanhado pela inovação na prevenção e no tratamento do câncer.

Os principais fatores que vão favorecer a epidemia do câncer são os seguintes: excesso de álcool, tabagismo e sedentarismo. De acordo com pesquisas da Unifesp, 18,5% das brasileiras consomem bebidas alcoólicas de maneira excessiva – número 3% maior que o registrado em 2007.

O vício em cigarro, apesar de ter diminuído graças à lei antitabaco, tem colaborado e  ainda é problema de saúde pública – 14,8% da população brasileira é fumante. Por último, e talvez o mais preocupante, é o sedentarismo. Segundo o IBGE, 80% dos brasileiros são sedentários.

Não praticar exercício físico e não manter hábitos saudáveis é um dos principais fatores de desenvolvimento do câncer. “Se nenhuma ação corretiva for tomada, esse problema atingirá ordens de magnitude maiores do que as atuais, isso irá criar um enorme sofrimento humano, e irá ameaçar as economias da região”, disse Paul Goss, professor da Escola de Medicina de Harvard, em evento realizado em abril na cidade de São Paulo.

A incidência de câncer na América Latina, segundo o estudo, é menor que nos Estados Unidos. Porém, o tratamento aqui é inferior. E isso dobra a change de morte aqui na região. O custo total do câncer é 4 bilhões por ano. Para que essa epidemia de câncer seja controlada – além da conscientização da população e do governo – o investimento deve crescer mais ainda.

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