Estudos mostram que o cérebro funciona de modo diferente durante a TPM

tpm-plano-de-saude-em-curitiba-clinipamA tensão pré-menstrual é uma grande conhecida das mulheres. Também, não é pra menos, os desníveis de comportamento e humor se manifestam em cerca de 80% do público feminino. E apesar de várias possibilidades, ainda não há uma explicação para a TPM. Um estudo recente, contudo, mostrou que durante o período pré-menstrual, o cérebro funciona de forma diferenciada.

A pesquisa foi realizada na Suécia, no Departamento de Saúde das Mulheres e das Crianças da Universidade de Uppsala, e apresentada pela professora obstetrícia e ginecologia Inger Poromaa. Para a conclusão do estudo, 29 mulheres foram submetidas a exames de ressonância magnética no fim da fase folicular (período em que há produção de folículos, começa no primeiro dia de menstruação) e durante a fase lútea (quando o útero está preparado para receber o óvulo, na segunda fase do ciclo menstrual).

A fase folicular é dominada pelo hormônio estrogênio, enquanto na fase lútea a progesterona domina: é nesse momento que os sintomas se intensificam, rapidamente. A equipe de pesquisadores, liderada por Enger, relacionou as alterações comportamentais com as atividades da amígdala. Isso porque essa região do cérebro é rica em receptores de estrogênio e progesterona. O resultado: o aumento da reatividade da amígdala se deu na fase folicular. Isso significa que nessa fase, as mulheres ficam mais vulneráveis aos níveis de progesterona, e da TPM, já que ela intensifica os sintomas.

Diferentemente do que pensavam antes, as alterações cerebrais não acontecem na fase lútea. Por conta disso, chegou-se à conclusão de que a alta reatividade da amígdala também depende da personalidade da mulher e do contexto social em que está inserida. Então, se você apresenta alta sensibilidade a essa variação hormonal, você pode fazer parte do time das mulheres diagnosticadas com o transtorno disfórico pré-menstrual (uma forma mais acentuada de TPM).