Mais da metade da população brasileira está acima do peso

obesidade82 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais estão acima do peso, revela a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde.

O índice é superior ao calculado em 2003, pela POF/IBGE.

De acordo com o estudo atual, uma em cada quatro mulheres são obesas. Mais da metade delas (52,1%) apresentaram prevalência superior de obesidade abdominal, com cintura acima de 88 cm, segundo parâmetros da Organização Mundial de Saúde.

O índice é menor entre os homens: 21,8% têm a cintura acima de 102 cm, o que aponta circunferência aumentada no caso masculino.

O Ministério da Saúde alerta para o problema e recomenda a prática de atividades físicas e alimentação equilibrada para combater esses índices.

Nesse sentido, uma pesquisa realizada pela Vigitel em abril desse ano apontou uma boa notícia: nos últimos seis anos houve um aumento de 18% de pessoas que praticam atividades físicas no Brasil. 35,3% afirmaram dedicar pelo menos 150 minutos por semana a exercícios! Além disso, o hábito de ver televisão por mais de três horas caiu de 31% para 25,4% desde 2006, segundo a pesquisa.

O excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas do coração, hipertensão e diabetes – juntas, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil.

EXERCÍCIO FÍSICO AJUDA A DIMINUIR PRESSÃO ARTERIAL

Uma das formas de se prevenir contra doenças cardíacas e, de quebra, perder peso é praticando exercícios físicos, de acordo com a revista “Hypertension”, publicação da Associação Cardíaca dos Estados Unidos.

O estudo, realizado com seis mil voluntários, diz que as pessoas que têm familiares com pressão alta mas que realizam exercício físico têm um risco 34% menor de apresentar o problema em relação a quem não estava com bom condicionamento físico.

Os resultados do estudo têm uma mensagem prática: mesmo níveis moderados de exercício, como por exemplo 150 minutos de caminhada rápida por semana, trazem benefícios para as pessoas com pré-disposição para desenvolver pressão alta em função de seu histórico familiar.

O estudo foi feito com 6.278 pessoas, a maioria entre 20 e 80 anos, ao longo de uma média de 4,7 anos. Trinta e três dos participantes disseram que seu pai ou mãe tinham hipertensão.