O que é medo e o que é fobia?

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Nem sempre é fácil decifrar as sensações do corpo humano e uma dúvida muito comum é sobre a diferença entre medo e fobia. Afinal, apesar de terem sintomas semelhantes, há diferenças entre os dois conceitos e é isso que vamos ver hoje no blog da Clinipam.

O medo é um instinto, definido como uma reação de autopreservação que faz parte integrante do ser humano. Nada mais é do que um alarme biológico, relacionado ao futuro, ao desconhecido e ligado ao instinto de sobrevivência – aquela sensação de que algo ruim pode acontecer seguida de manifestações físicas. Ele aumenta nossa capacidade de atenção e de resposta, além dos níveis de adrenalina.

A sensação de medo está associada à amígdala, parte do cérebro responsável pelas emoções. Sem esta estrutura cerebral não reagiríamos a situações de perigo. Afinal, é graças a esse alarme que o perigo pode ser evitado; sem ele, o indivíduo estaria mais exposto a situações que deveria evitar. Por isso, especialistas afirmam que o medo é saudável e não se deve tentar eliminá-lo.

Por sua vez, a fobia é definida como um medo irracional, no qual existe um nível de ansiedade que interfere na vida cotidiana da pessoa. Nesse caso, o fóbico reconhece que seu medo é excessivo, desproporcional e com reação exagerada, mas não consegue reagir de forma a controlá-lo. Objetos, lugares ou situações que parecem normais ou inofensivas são interpretados pelo individuo fóbico como perigoso e ameaçador.

Diferente do medo, inerente ao ser humano, a fobia entra no campo da psicopatologia. Durante a situação fóbica, o sujeito tem um pico de ansiedade associada, muitas vezes reconhece a inexistência do perigo, mas não consegue agir de forma contrária. A descrição mais comum que as pessoas dão para as fobias é que “são mais fortes que elas”.

A fobia é considerada patológica e envolve um transtorno de ansiedade em algum nível. Isso pode ser observado quando áreas da vida do individuo começam a ser prejudicadas. Diferente do medo, a fobia precisa ser entendida como uma doença psicológica e deve ser tratada. Então não deixe de visitar um médico.