Pesquisa: doenças mentais reduzem mais a expectativa de vida do que o tabaco

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De acordo com um estudo publicado no periódico World Psychiatry e realizado pela Universidade de Oxford (Inglaterra), doenças mentais podem representar maiores perigos à expectativa de vida do que o tabaco.

A pesquisa revelou que condições como a esquizofrenia, a bipolaridade e outros sérios problemas relacionados à saúde mental podem representar uma redução de dez a vinte anos na expectativa de vida do indivíduo. Números mais significativos do que aqueles causados pelo tabaco.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores britânicos analisaram estudos passados sobre a taxa de mortalidade ocasionada por doenças mentais, como a demência e o autismo, por exemplo, além de dependências químicas (álcool e tabaco). No total, cerca de 1,7 milhões de pessoas foram avaliadas no conjunto de pesquisas que deram origem a este novo estudo.

Após reunirem o que precisavam, os estudiosos levaram em consideração a expectativa de vida de cada um dos grupos (doenças mentais e viciados em tabaco) e fizeram uma comparação que os levaram aos números apresentados no periódico psiquiátrico.

Segundo Seena Fazel, coautor da pesquisa e membro do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, em entrevista à revista Veja, as razões para doenças mentais reduzirem a vida está nos riscos que elas apresentam. “Comportamentos de alto risco são comuns em pacientes psiquiátricos, sobretudo decorrentes do abuso de drogas e álcool. Esses doentes também são mais propensos a morrer por suicídio. O estigma em torno da saúde mental pode fazer com que eles não sejam tão bem tratados pelos médicos quanto os pacientes com problemas físicos”, diz.