Por que bocejamos ao ver outras pessoas bocejarem?

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Já parou para reparar que, inevitavelmente, quando uma pessoa boceja em um lugar cheio de pessoas, uma reação em cadeia de bocejos se inicia? É incrível como o simples ato de abrir a boca pode ser tão contagioso. E, mais incrível ainda, é pensar sobre o motivo. Bem, nós descobrimos algumas possíveis explicações.

Primeiramente, uma das hipóteses mais aceitas sobre o que seria o bocejo, segundo o fisiologista Raúl Santo de Oliveira, da Universidade Federal Paulista (Unifesp) em entrevista ao portal de notícias do Terra, é a de que ele é apenas uma ação involuntária que o corpo realiza para nos deixar despertos e atentos.

Durante a ação, com a abertura maior da boca, é permitida a inalação de uma considerável quantidade de ar. Os pulmões, então, devido a inspiração, são expandidos, os músculos abdominais são flexionados e o diafragma é contraído. O ritmo dos batimentos cardíacos também é elevado em até 30% em decorrência do ato de bocejar.

Quanto ao contágio causado pelo bocejo, alguns especialistas dizem que o curioso fato se dá devido a eliminação do acúmulo de dióxido de carbono, que também seria uma das supostas funções do bocejo. O que acontece, portanto, é que, quando há um grupo de pessoas em um lugar, a produção do dióxido de carbono é maior e, por isso, as pessoas bocejam juntas.

Já a bióloga Débora Hipólide, do departamento de Psicobiologia da Unifesp, em entrevista ao Mundo Estranho, da Abril, diz que, na chamada “Teoria Evolucionária”, o bocejo representaria um tipo de comportamento ou mensagem de alerta de algum ancestral dos vertebrados ao grupo do qual fazia parte. E, nós, com a evolução, acabamos guardando esta prática primitiva.

Outra teoria defende que a culpa é dos neurônios-espelho, que são células que gravam a forma como nos comportamos para que, em situações futuras, nossos comportamentos tenham um “modelo” a seguir. Ou seja, ao vermos alguém bocejando, essas células geram um ato-reflexo, que dá início ao bocejo.

As teorias sobre os mistérios do bocejo são muitas. Mas, enquanto não temos certeza de nada, pratiquemos o inevitável e bocejemos à vontade!