Tristeza não é depressão. Entenda as diferenças

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Sinônimo de sofrimento, muitas vezes a tristeza é confundida com a depressão.  No entanto, elas são diferentes e é preciso ter isso muito claro, pois, ao contrário da tristeza, a depressão é uma doença grave que pode levar até mesmo à morte.

Além de momentos bons, de satisfação e alegrias, a vida também  é feita de altos e baixos, de problemas e medos e, por isso, não existe uma pessoa sequer que não conheça a tristeza. O sentimento, inclusive, faz parte do nosso processo natural de superação das decepções e perdas.

tristeza-depressaoO alerta, no entanto, deve ser dado quando a tristeza, e o consequente desânimo, não passam. A forma mais perceptível da doença encontra-se justamente nessa tristeza profunda e duradoura. Encontra-se ainda na perda de interesse por coisas que antes davam prazer, como sair com os amigos, com o parceiro, ir ao cinema, ao parque, etc.

Mesmo que esses sintomas aparentemente sejam simples de perceber, na vida cotidiana, isso não é tão fácil assim. Mais uma vez, a depressão tende a ser confundida com a tristeza e a pessoa com o problema frequentemente é vista pelos familiares, amigos,  colegas de trabalho, e às vezes até por ela mesmo, como preguiçosa, como alguém que não melhora porque não quer fazer nada para isso.

Além disso, nem sempre a pessoa demonstra esses sintomas. Pessoas aparentemente de bem com a vida podem sofrer com a depressão sem deixar com que os outros percebam o que seria para elas uma fraqueza evidente. Nesses casos, os sintomas mais aparentes são a falta de energia, problemas de concentração, problemas de apetite (comendo muito ou não querendo comer) e problemas com o sono (seja dormindo muito ou dormindo pouco).

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A depressão é um problema sério de saúde, considerada por muitos o mal do século, que pode atingir qualquer um, independente de classe social. Ainda assim, suas causas são complexas; e a ciência vem demonstrando que existem variados fatores que causam a doença. Já se sabe que algumas pessoas possuem uma pré-disposição genética ou mesmo biológica à depressão. Além disso, fatores de ordem social, como o estresse, podem ocasionar o problema. E ainda, a terceira idade é a faixa etária que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas à depressão aqui no Brasil, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos.

Se você tem se sentindo triste ultimamente, não tenha medo e se deixe viver esse momento que é passageiro e faz parte de nossos aprendizados na vida. Porém, se você sente uma tristeza profunda, que parece não ter fim, que te faz pensar na morte, que tira seus prazeres da vida, que compromete o seu relacionamento com pessoas que ama ou mesmo conhecidos, que compromete seu sono, sua alimentação, sua concentração, ou mesmo outros aspectos da sua vida, como vaidade, cuidados pessoais e autoestima, procure ajuda médica.

A depressão é uma doença e como tal deve ser tratada e acompanha por profissionais capacitados para isso.  Fique atento também às pessoas ao seu redor. Às vezes, elas estão longe não porque deixaram de gostar de você, mas sim porque algo mais forte as impede de agir. Você pode ser o caminho para a ajuda de que ela precisa.

Veja neste vídeo, um resumo de como é viver com a depressão, especialmente quando não se tem o tratamento médico necessário: