Vergonha na infância pode afetar saúde mental

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As doenças mentais podem ser decorrentes de diversos fatores. Dentre eles, por exemplo, podemos citar o genético (a pessoa nasce com a condição) e o social (causado pelo estresse e outros elementos da vida moderna). E, segundo um estudo da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FCEPUC), a vergonha nos primeiros estágios da vida (infância e adolescência) também pode contribuir para a incidência de tais doenças.

O estudo intitulado “Memórias da vergonha que moldam quem somos” mostra que experiências vergonhosas na infância e na adolescência influenciam diretamente na saúde mental e o bem-estar na idade adulta. Isso porque a maioria dos indivíduos com tais experiências tendem a internalizá-las e integrá-las as suas identidades e histórias de vida. Logo, o risco de desenvolver doenças como a psicopatologia (sofrimento psicológico e emocional) se tornam maiores.

A pesquisa, que foi a primeira do gênero a ser reconhecida internacionalmente, levou cerca de cinco anos para ficar pronta. E, de acordo com uma nota divulgada pela Faculdade, evidencia como a vergonha pode ser traumática e impactante no comportamento das pessoas. Além de auxiliar na regulagem das relações sociais e explicar um pouco mais sobre como se forma a identidade de alguém ao longo do tempo.

Para se chegar aos resultados obtidos, foram entrevistadas três mil pessoas da população geral e outras 120 com casos específicos de doenças mentais.